A tecnologia no auxílio do aluno com déficit de atenção



Atualmente, as ferramentas tecnológicas vêm se destacando no auxílio aos educadores, despertando cada vez mais a atenção dos mesmos e principalmente dos alunos. O uso das TICs – Tecnologia da Informação e comunicação – nas escolas vem anulando padrões desatualizados. Apesar de serem ainda ferramentas muito debatidas e desafiadoras, fazem com que as crianças tornem-se pesquisadoras, despertem a vontade de ir além do tradicional e estejam sempre em busca das inovações. Seja pelo uso de computadores, navegação na internet, laptops em sala de aula, jogos, data show, entre vários outros recursos, que objetivam que as aulas sejam mais interativas e dando uma percepção diferente aos conteúdos. É uma forma de chamar a atenção do aluno e que o mesmo estabeleça sua aprendizagem e sua autonomia.
O simples fato do educador procurar inovar a forma com que o conteúdo é apresentado, já reflete resultados de grande valia para seus alunos com TDAH. Com isso, retira deles uma característica “imposta” por alguns de que não têm possibilidade de aprender, dando sim a possibilidade de assimilar o conteúdo apresentado. A diferença está na forma de como ele é colocado. O auxilio das TICs ampliou um leque de possibilidades que até então era restrito ao “quadro e giz”. Com isso, é importantíssimo que o educador esteja bem familiarizado e tenha plena noção sobre o TDAH para identificar as características da criança.
Já no aspecto do tratamento e diagnóstico, está havendo uma interação entre a Psicologia e Ciência da Computação em busca de soluções dinâmicas que amparem na avaliação cognitiva de pacientes com TDAH. Os jogos digitais, devido à sua grande capacidade auxiliar no tratamento desses pacientes, tem sido um grande aliado. A assimilação de jogos digitais na Neuropsicologia vem auxiliando de forma crescente a compreensão dos processos cognitivos e neuropatias integradas. Na maior parte das atividades, notou-se que o uso de jogos facilitou a formação de vínculo entre paciente e psicoterapeuta, em especial em terapias com crianças e adolescentes.

É notório que as práticas de uso das TICS estão crescendo de maneira promissora. Os jogos digitais são capazes de aumentar as possibilidades das abordagens de tratamentos habituais, uma vez que gera o acesso a aprendizados que estimulam variadas capacidades cognitivas ou motoras, por meio de espaços virtuais, que podem criar tanto espaços imaginários como espaços relacionados à vida real dos pacientes.
A forma de se obter um melhor tratamento e flexibilidade no processo de ensino de uma criança com TDAH, é que tenha um trabalho em conjunto, ou seja, deve haver uma parceria com todos os abrangidos no processo educacional do aluno, incluindo também a família.
Por: Luciano Galdino – CEO Theorica e especialista em Informática aplicada à Educação.

Através deste artigo, cheguei à conclusão que a tecnologia é uma ferramenta apurada para ajudarmos aos com déficit, sendo que para isto precisamos antes nos qualificar, reciclando nossa bagagem como educador, para que o aluno com déficit alcance um aprendizado eficiente e satisfatório.


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